terça-feira, 3 de novembro de 2009

Criaturas malvadas

Centopeias.
Ninguém, no seu perfeito juízo, gosta de centopeias (ou, como dá muito mais estilo chamar-lhes, quilópodes). Estas bestas malignas chegam a ter 191 pares de pernas.
191!
E claro, quem tem esta carrada de pernas, anda a uma velocidade estonteante, o que eu considero terrorífico. Para além disso, são criaturas venenosas, e carnívoras.
191 pares pernas, alta velocidade, venenosas, e carnívoras.
Um animal com esta descrição tem que ser, indubitavelmente, sinistro. Felizmente, nas nossas casas normalmente só existem centopeias que normalmente não ultrapassam os 4 cm (ainda que causem situações bastante constrangedoras, que partilharei convosco mais adiante...), no entanto, algumas chegam a ter 30 cm!
Bestas, de 30 cm, com 191 pares de pernas, alta velocidade, venenosas, e carnívoras.
Ainda por cima, são trignatos, ou seja, tem três mandíbulas, tem uma garra venenosa no primeiro segmento do corpo, cujo nome não recordo, tem pinças anais (aquelas coisas que estão no final do corpo e que parecem mais um par de patas).
Ou seja, resumindo, são bestas de 30 cm, normalmente nocturnas (que te atacam enquanto dormes), algumas com 30 cm, com 191 pares de pernas, que se movimentam a alta velocidade, venenosas, carnivoras, com 3 mandíbulas, com uma enorme capacidade de camuflagem, capazes de atacar com as suas forcípulas (as tais garras venenosas), de se defender com as suas pinças anais, de segregar uma espécie de liquido que causa irritações, e cujas patas, quando cortadas, voltam a crescer.
Raios partam.

Um certo dia (lá vem a tal situação embaraçosa da qual falei antes), estava calmamente a tomar um duche, quando uma criatura macabra destas me aparece no vidro da cabine. Claro que o meu instinto de sobrevivência levou a melhor, e embora aquela criatura fosse cerca de 1.70m mais baixa que eu, e 63 kilos mais leve, não hesitei em iniciar uma retirada estratégica para o corredor, tentando chamar a atenção dos meus progenitores para que eliminassem aquele animal, para que eu pudesse retomar o meu duche.
Quando finalmente consegui que a minha mãe viesse, lembrei-me de um promenor.
Estava nu.

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